Os Bancos de Pele têm a função de captar, processar, preservar e disponibilizar lâminas de pele alógena (pele humana de um doador) com finalidade de transplante.
A pele conservada no Banco de Tecidos fica à disposição de todos os Centros de Tratamento de Queimados do País, sendo essa disponibilização gerenciada pela Central Nacional de Transplantes (CNT) através das Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) de cada Estado. Para receber a pele, o médico transplantador cadastrado faz o pedido em qualquer local do território brasileiro através das CNCDOs e assim que a autorização é liberada, a pele é enviada por via aérea. Em caráter excepcional, médicos não cadastrados também podem receber pele do Banco, A pele está à disposição de todos os Centros de mas para isso é necessária a autorização do Coordenador da CNT. O Banco de Tecido está instalado na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e dispoe de salas e variados maquinários, necessários para a realização de suas atividades. Dentro do projeto do Banco de Tecidos, também dispoe de salas cirúrgicas completas montadas no Complexo Hospitalar da Santa Casa de Porto Alegre, graças à parceria com a Refinaria Alberto Pasqualine-REFAP e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul-FIERGS, permitiram a realização de, aproximadamente, 3.000 procedimentos cirúrgicos, somente no ano de 2008.
Ensino e pesquisa clínica
Além de fornecer pele alógena para todo o território brasileiro, o Banco de Tecidos também possibilita o ensino e a pesquisa clínica, tanto na área de banco de tecidos, como na área de células-tronco e suas possíveis aplicações clínicas. Através da participação em eventos científicos e discussões de artigos e de seminários semanais, a equipe se mantém atualizada em relação a esses temas principais, o transplante de pele e o transplante de células-tronco.
